27/02/2007 - 19:09 -
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL),
escolheu nesta terça-feira (27) um novo alvo em sua campanha pelo combate
à poluição.
Administrador da maior cidade do país, ele deixou suas atividades para
fiscalizar pessoalmente o uso de amianto em uma construção.
De acordo com sua assessoria, Kassab advertiu pessoalmente uma construtora
que utilizava amianto na cobertura de dois prédios residenciais em
construção no bairro do Limão, na Zona Norte da capital paulista.
Produto cancerígeno, o amianto é proibido por lei em São Paulo desde 2001.
A assessoria do prefeito não quis informar o nome das empresas
notificadas.
Kassab prometeu voltar na próxima terça-feira (6) para vistoriar o local e
ameaça interditar a obra se o amianto não for retirado.
A fiscalização constatou o uso de fibracimento (telha feita com cimento e
fibra de amianto) na composição da cobertura dos prédios e o material foi
fotografado. Kassab não autuou a construtora nem a fabricante do amianto.
TV Globo - Jornal Bom Dia São Paulo (material televisível disponível em http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM644862-7823-L-KASSAB+QUER+COIBIR+USO+DE+AMIANTO+EM+OBRAS,00.html )
Kassab fiscaliza uso
de amianto em SP
Prefeito visitou obra na Zona Norte para divulgar a fiscalização
Globo.com - G-1
27/02/2007 - 19:09 - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL),
escolheu nesta terça-feira (27) um novo alvo em sua campanha pelo
combate à poluição.
Administrador da maior cidade do país, ele deixou suas atividades para
fiscalizar pessoalmente o uso de amianto em uma construção.
De acordo com sua assessoria, Kassab advertiu pessoalmente uma
construtora que utilizava amianto na cobertura de dois prédios
residenciais em construção no bairro do Limão, na Zona Norte da capital
paulista.
Produto cancerígeno, o amianto é proibido por lei em São Paulo desde
2001. A assessoria do prefeito não quis informar o nome das empresas
notificadas.
Kassab prometeu voltar na próxima terça-feira (6) para vistoriar o local
e ameaça interditar a obra se o amianto não for retirado.
A fiscalização constatou o uso de fibrocimento (telha feita com cimento
e fibra de amianto) na composição da cobertura dos prédios e o material
foi fotografado. Kassab não autuou a construtora nem a fabricante do
amianto.
Jornal
Agora São Paulo
28/02/2007
Amianto
Um empresa de construção civil foi advertida ontem pela prefeitura da
capital por usar telhas de amianto, substância proibida pela legislação
municipal desde 2001, por ser cancerígena.
As telhas já estavam em duas obras no Limão (zona norte), e precisam ser
retiradas.
DCI
- Diário do Com/Ind
28/02/2007
Construtora é advertida por usar telhado de amianto em prédios
Prefeito Gilberto Kassab foi ontem até o local e advertiu a empresa que
deve regularizar situação até a próxima terça-feira para evitar multa
Apesar o amianto ser
cancerígeno e proibido na cidade desde 2001, algumas empresa ainda
utilizam o produto. Ontem, o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (PFL),
advertiu pessoalmente uma empresa construtora que vinha utilizando o
material no telhado da cobertura de dois prédios residenciais em
construção no bairro do Limão, zona norte.
A fiscalização da prefeitura constatou o uso do fibrocimento na
composição da cobertura dos prédios. O material foi fotografado. O
prefeito decidiu não autuar a construtora nem a fabricante do amianto.
Ambas serão notificadas. A construtora tem uma semana para retirar os
telhados com amianto da obra. Se cumprir o que ficou acordado, não será
multada.
Na próxima terça-feira, será feita nova vistoria no local. Se o amianto
não for removido, a obra será interditada. "Até o final da terça-feira,
o laudo desta vistoria seja favorável ou não, estará na minha mesa e à
disposição da imprensa", informou o prefeito.
Ele pediu à empresa que a nota fiscal referente à compra das telhas seja
encaminhada às secretarias de Negócios Jurídicos e do Verde e do Meio
Ambiente para que haja a notificação da empresa Infibra que vendeu as
telhas com amianto.
Orientação
O prefeito esclareceu que o objetivo não é multar, mas sim, preservar a
saúde da população. "Recebemos a denúncia de moradores da região que
tinham esta informação e pediram a minha presença. Pedi aos meus
secretários da Habitação e do Verde e do Meio Ambiente para que viessem
verificar a procedência da denúncia", explicou o prefeito.
Engenheiro de formação, ele disse que é uma falha a empresa não cumprir
a lei municipal que proíbe o uso de amianto.
"O amianto é cangerígeno e, portanto, existe lei que proíbe o seu uso.
Numa cidade com onze milhões de habitantes, temos de fazer o que estiver
ao nosso alcance para preservar o meio ambiente. Estamos numa cruzada
contra a poluição", complementou.
Outras
obras
O secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, ressaltou que a
restrição ao amianto é uma tendência mundial. "Em caráter nacional ainda
não há uma lei mais restritiva, mas a Constituição permite aos
municípios fazerem leis mais restritas, como é o caso de São Paulo".
O secretário da Habitação, Orlando de Almeida Filho, solicitou ao
diretor da construtora Goldfarg que verifique se me outros
empreendimentos em andamento em São Paulo não foi usado amianto.
01/03/2007 - 20h03m - Atualizado em 01/03/2007 - 23h14m
A presidente do Instituto Brasileiro do Crisotila,
Marina Júlia de Aquino, disse nesta quinta-feira (1º) que a instituição
"estuda questionamentos jurídicos" contra as medidas de contenção do uso
do amianto em construções em São Paulo, anunciadas terça-feira (27) pelo
prefeito Gilberto Kassab (PFL).
A entidade defende o uso controlado do amianto crisotila - um mineral
fibroso utilizado na composição de telhas e de outros materiais de
construção. Uma lei federal, um decreto e uma norma regulamentadora
controlam desde 1995 a extração, industrialização, utilização,
comercialização e transporte do produto por causa de seu potencial
cancerígeno. São Paulo tem uma lei editada em 2001 contra o uso da
substância na cidade.
Kassab anunciou na terça-feira (27) uma
campanha contra o uso do amianto. Ele visitou uma construção na Zona Norte
de São Paulo e notificou o proprietário, que utilizava fibrocimento (telha
feita com cimento e fibra de amianto) na cobertura de dois prédios. O
prefeito disse que na próxima terça-feira (6) vai interditar a obra caso o
material não seja recolhido.
O presidente do Instituto Brasileiro do Crisotila afirma que não existe
qualquer comprovação científica de que a substância em estado natural
misturada no cimento provoque câncer. E que a lei municipal deverá ser
considerada inconstitucional. De acordo com ela, o Supremo Tribunal
Federal (STF) derrubou a legislação estadual que disciplinava o uso do
amianto em São Paulo.
"Vamos questionar juridicamente esta lei porque afeta o segmento que faz
uso controlado do crisotila", disse Marina. De acordo com ela, um estudo
do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizado em cinco regiões do
país e com telhas usadas entre 20 e 70 anos comprovou que não existe
liberação de substâncias poluentes.