Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

 

Notícias

Kassab fiscaliza uso de amianto em SP

Prefeito visitou obra na Zona Norte para divulgar a fiscalização

Globo.com - G-1

27/02/2007 - 19:09 - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), escolheu nesta terça-feira (27) um novo alvo em sua campanha pelo combate à poluição.

Administrador da maior cidade do país, ele deixou suas atividades para fiscalizar pessoalmente o uso de amianto em uma construção.

De acordo com sua assessoria, Kassab advertiu pessoalmente uma construtora que utilizava amianto na cobertura de dois prédios residenciais em construção no bairro do Limão, na Zona Norte da capital paulista.

Produto cancerígeno, o amianto é proibido por lei em São Paulo desde 2001. A assessoria do prefeito não quis informar o nome das empresas notificadas.

Kassab prometeu voltar na próxima terça-feira (6) para vistoriar o local e ameaça interditar a obra se o amianto não for retirado.

A fiscalização constatou o uso de fibracimento (telha feita com cimento e fibra de amianto) na composição da cobertura dos prédios e o material foi fotografado. Kassab não autuou a construtora nem a fabricante do amianto.

 

São Paulo

 

Prédios residenciais no Limão tinham telhas de amianto

Plantão | Publicada em 27/02/2007 às 17h48m

O Globo

SÃO PAULO - Ao estilo Jânio Quadros, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, advertiu pessoalmente uma construtora que vem usando folhas de amianto para o telhado de cobertura de dois prédios residenciais em construção no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo. Segundo o prefeito, a empresa foi advertida porque o produto é cancerígeno e está proibido de ser usado em São Paulo desde 2001.

A fiscalização da Prefeitura constatou o uso de fibrocimento na composição da cobertura dos prédios. O material foi fotografado. O prefeito decidiu não autuar a construtora nem a fabricante do amianto. Ambas serão notificadas. A construtora tem uma semana para retirar os telhados com amianto da obra. Se cumprir o que ficou acordado, não será multada.

Na próxima terça-feira, dia 6, será feita nova vistoria no local. Se o amianto não for removido, a obra será interditada.

O prefeito pediu que a nota fiscal referente à compra das telhas seja encaminhada às Secretarias de Negócios Jurídicos e do Verde e do Meio Ambiente para que haja a notificação da empresa Infibra que vendeu as telhas com amianto. Em nota da Prefeitura, Kassab esclareceu que o objetivo da Prefeitura não é multar, mas, sim, preservar a saúde da população. "Recebemos a denúncia de moradores da região que tinham esta informação e pediram a minha presença. Pedi aos meus secretários da Habitação e do Verde e do Meio Ambiente para que viessem verificar a procedência

TV Globo - Jornal Bom Dia São Paulo (material televisível disponível em http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM644862-7823-L-KASSAB+QUER+COIBIR+USO+DE+AMIANTO+EM+OBRAS,00.html )

Kassab fiscaliza uso de amianto em SP
Prefeito visitou obra na Zona Norte para divulgar a fiscalização
Globo.com - G-1
27/02/2007 - 19:09 - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), escolheu nesta terça-feira (27) um novo alvo em sua campanha pelo combate à poluição.
Administrador da maior cidade do país, ele deixou suas atividades para fiscalizar pessoalmente o uso de amianto em uma construção.
De acordo com sua assessoria, Kassab advertiu pessoalmente uma construtora que utilizava amianto na cobertura de dois prédios residenciais em construção no bairro do Limão, na Zona Norte da capital paulista.
Produto cancerígeno, o amianto é proibido por lei em São Paulo desde 2001. A assessoria do prefeito não quis informar o nome das empresas notificadas.
Kassab prometeu voltar na próxima terça-feira (6) para vistoriar o local e ameaça interditar a obra se o amianto não for retirado.
A fiscalização constatou o uso de fibrocimento (telha feita com cimento e fibra de amianto) na composição da cobertura dos prédios e o material foi fotografado. Kassab não autuou a construtora nem a fabricante do amianto.

 Jornal Agora São Paulo
28/02/2007
Amianto
Um empresa de construção civil foi advertida ontem pela prefeitura da capital por usar telhas de amianto, substância proibida pela legislação municipal desde 2001, por ser cancerígena.
As telhas já estavam em duas obras no Limão (zona norte), e precisam ser retiradas.

 DCI - Diário do Com/Ind
28/02/2007
Construtora é advertida por usar telhado de amianto em prédios
Prefeito Gilberto Kassab foi ontem até o local e advertiu a empresa que deve regularizar situação até a próxima terça-feira para evitar multa

Apesar o amianto ser cancerígeno e proibido na cidade desde 2001, algumas empresa ainda utilizam o produto. Ontem, o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (PFL), advertiu pessoalmente uma empresa construtora que vinha utilizando o material no telhado da cobertura de dois prédios residenciais em construção no bairro do Limão, zona norte.
A fiscalização da prefeitura constatou o uso do fibrocimento na composição da cobertura dos prédios. O  material foi fotografado. O prefeito decidiu não autuar a construtora nem a fabricante do amianto. Ambas serão notificadas. A construtora tem uma semana para retirar os telhados com amianto da obra. Se cumprir o que ficou acordado, não será multada.
Na próxima terça-feira, será feita nova vistoria no local. Se o amianto não for removido, a obra será interditada. "Até o final da terça-feira, o laudo desta vistoria seja favorável ou não, estará na minha mesa e à disposição da imprensa", informou o prefeito.
Ele pediu à empresa que a nota fiscal referente à compra das telhas seja encaminhada às secretarias de Negócios Jurídicos e do Verde e do Meio Ambiente para que haja a notificação da empresa Infibra que vendeu as telhas com amianto.

 Orientação
O prefeito esclareceu que o objetivo não é multar, mas sim, preservar a saúde da população. "Recebemos a denúncia de moradores da região que tinham esta informação e pediram a minha presença. Pedi aos meus secretários da Habitação e do Verde e do Meio Ambiente para que viessem verificar a procedência da denúncia", explicou o prefeito.
Engenheiro de formação, ele disse que é uma falha a empresa não cumprir a lei municipal que proíbe o uso de amianto.
"O amianto é cangerígeno e, portanto, existe lei que proíbe o seu uso. Numa cidade com onze milhões de habitantes, temos de fazer o que estiver ao nosso alcance para preservar o meio ambiente. Estamos numa cruzada contra a poluição", complementou.

 Outras obras
O secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, ressaltou que a restrição ao amianto é uma tendência mundial. "Em caráter nacional ainda não há uma lei mais restritiva, mas a Constituição permite aos municípios fazerem leis mais restritas, como é o caso de São Paulo".
O secretário da Habitação, Orlando de Almeida Filho, solicitou  ao diretor da construtora Goldfarg que verifique se me outros empreendimentos em andamento em São Paulo não foi usado amianto.

01/03/2007 - 20h03m - Atualizado em 01/03/2007 - 23h14m

Instituto questiona campanha de Kassab

Prefeito anunciou interdição de obras que utilizam fibrocimento em SP.
Para entidade, lei municipal que proíbe uso é inconstitucional.

A presidente do Instituto Brasileiro do Crisotila, Marina Júlia de Aquino, disse nesta quinta-feira (1º) que a instituição "estuda questionamentos jurídicos" contra as medidas de contenção do uso do amianto em construções em São Paulo, anunciadas terça-feira (27) pelo prefeito Gilberto Kassab (PFL).

A entidade defende o uso controlado do amianto crisotila - um mineral fibroso utilizado na composição de telhas e de outros materiais de construção. Uma lei federal, um decreto e uma norma regulamentadora controlam desde 1995 a extração, industrialização, utilização, comercialização e transporte do produto por causa de seu potencial cancerígeno. São Paulo tem uma lei editada em 2001 contra o uso da substância na cidade.

Kassab anunciou na terça-feira (27) uma campanha contra o uso do amianto. Ele visitou uma construção na Zona Norte de São Paulo e notificou o proprietário, que utilizava fibrocimento (telha feita com cimento e fibra de amianto) na cobertura de dois prédios. O prefeito disse que na próxima terça-feira (6) vai interditar a obra caso o material não seja recolhido.

O presidente do Instituto Brasileiro do Crisotila afirma que não existe qualquer comprovação científica de que a substância em estado natural misturada no cimento provoque câncer. E que a lei municipal deverá ser considerada inconstitucional. De acordo com ela, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a legislação estadual que disciplinava o uso do amianto em São Paulo.

"Vamos questionar juridicamente esta lei porque afeta o segmento que faz uso controlado do crisotila", disse Marina. De acordo com ela, um estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizado em cinco regiões do país e com telhas usadas entre 20 e 70 anos comprovou que não existe liberação de substâncias poluentes.