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A exibição foi seguida de um debate com a presença do jornalista André Campos, diretor do documentário, da auditora fiscal Fernanda Giannasi, especialistas no combate ao uso do minério, da procuradora do trabalho Márcia Kamei López Aliaga (MPT-SC), gerente do Programa de Banimento do Amianto no Brasil e da coordenadora do CEREST Estadual, Regina del Castel Pinheiro.
Foto: ASCOM SC

 

Florianópolis - O documentário “Não Respire - Contém Amianto”, produzido pela ONG Repórter Brasil foi lançado no dia 26 de outubro, em Florianópolis.  A exibição foi seguida de um debate com a presença do jornalista André Campos, diretor do documentário, da auditora fiscal Fernanda Giannasi, especialistas no combate ao uso do minério, da procuradora do trabalho Márcia Kamei López Aliaga (MPT-SC), gerente do Programa de Banimento do Amianto no Brasil e da coordenadora do CEREST Estadual, Regina del Castel Pinheiro.

O longa-metragem narra histórias de trabalhadores que, sem conhecimento sobre os perigos do amianto, desenvolveram graves doenças pulmonares e foram induzidos a assinar acordos irrisórios para silenciar ações judiciais contra as empresas. Para entender a dinâmica desse mercado, a equipe do documentário investigou como a indústria do amianto no Brasil construiu a imagem de que é possível utilizar o minério de forma segura e controlada.

O Procurador do Trabalho Luciano Lima Leivas (MPT-RS), vice gerente do Programa de Banimento do Amianto no Brasil, abriu o lançamento, em Florianópolis, falando da importância de Santa Catarina no documentário. “Primeiro porque foi produzido num momento em que o estado lutava pela proibição do amianto e o dia histórico da aprovação da Lei na Assembleia Legislativa consta do filme. Segundo, porque foi financiado com recursos de uma ação civil ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina na primeira Vara do Trabalho de Criciúma”, detalhou.

Segundo o diretor André, o documentário já premiado em festival, deverá estar disponível no YouTube, em breve. Fernanda Giannasi, sugeriu que antes disso ele seja rodado em grandes eventos para alertar cada vez mais pessoas sobre a gravidade do problema. Em Bom Jesus da Serra, sertão da Bahia, a ideia é apresentá-lo em praça pública. A cidade nasceu da extração do mineral comprovadamente cancerígeno e lá foi localizado um dos personagens do filme, vítima do mesotelioma, falecido um ano após a gravação.

A procurador Márcia Kamei López Aliaga elogiou o diretor pelo trabalho. “ Vocês conseguiram passar para o público, todo o desconhecimento e esse sentimento de tristeza das vítimas do amianto e de seus familiares que não tem ideia do perigo da exposição ao produto e quando percebem já é tarde demais”. O documentário, segundo a procuradora, é apenas um dos resultados positivos da luta de pessoas e instituições pelo banimento. “Entre as vitórias também está a inconstitucionalidade do dispositivo federal que disciplinava uso do amianto crisotila declarada pelo STF e a própria Lei de Banimento do Amianto sancionada em Santa Catarina. O caminho é longo e difícil, mas já temos muito o que comemorar” afirmou. 

Regina Del Castel Pinheiro do CEREST disse que em Santa Catarina o próximo passo é regulamentar a Lei Estadual do Banimento, já em análise.

 

Fonte: MPT - Santa Catarina

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